Por dentro da empresa – Como é o monitoramento legislativo da Copersucar

por Fabio Ventura

Jornalista. Já trabalhou no jornal O Estado de S. Paulo, TV Integração, TV Tem e EPTV. Conquistou os prêmios Abag de jornalismo (3 vezes), Sebrae, Mapa e Senac.

São números superlativos. A Copersucar faz parte de um seleto grupo que trabalha com cifras acima de dez dígitos. Traduzindo em linguagem econômica e não apenas aritmética, a empresa é líder global no comércio de açúcar e etanol, com receita líquida de R$ 28,6 bilhões (onze dígitos) no ano safra 2017-2018, no qual comercializou 4,5 milhões de toneladas de açúcar e 4,3 bilhões de litros de etanol.

Embora venham da mesma fonte agrícola, os produtos são direcionados para mercados distintos: o energético e o alimentício. Em comum, está o fato de serem dois setores historicamente bastante regulados pelos decisores públicos. Ou seja, um projeto de lei sobre determinado processo envolvendo a cadeia produtiva de ambos os mercados pode representar riscos e oportunidades. Em qualquer cenário, seja positivo ou negativo, é preciso estar preparado.

Por isso, o monitoramento legislativo dos temas de interesse faz parte da estratégia corporativa da Copersucar. Para conhecer mais a empresa e seu posicionamento, o Blog Tudo é Política conversou com Bruno Alves, Gerente de Comunicação e de Relações Institucionais da Copersucar.

Há três anos, a empresa utiliza o Sigalei na sua estratégia de monitoramento. Bruno contou como é feito esse trabalho atualmente e como era antes da contratação da plataforma. Também deu mais detalhes sobre os nichos de atuação da Copersucar. Boa leitura!

A Copersucar é líder global no comércio de açúcar e etanol. Para uma empresa que já atingiu o topo do mercado, quais são os próximos objetivos?

A Copersucar está em processo contínuo de evolução. O objetivo é sempre aumentar a rentabilidade do capital aplicado. Quem trabalha com essa perspectiva não tem espaço para se acomodar. É difícil resumir os nosso próximos passos, embora o nosso foco seja bem claro.

A empresa trabalha em dois nichos diferentes: alimentos e energia. A regulamentação envolvendo estes dois setores continua bastante presente?

O setor do etanol é muito regulado. Todo o processo de produção, especificação de qualidade, liberdade para comercializar e transporte é regulamentado. Açúcar é um produto menos regulado, mas que sofre também interferência legal. Praticamente, todo mercado no Brasil é influenciado pela atuação governamental, seja por questões de competitividade tributária ou por regras de autorização e restrição de venda. A mesma coisa ocorre com os serviços. A logística é uma unidade de negócios importante para a Copersucar que tem recebido muita atenção por parte dos legisladores.

Como é feito o monitoramento legislativo desses temas?

O nosso monitoramento de temas é feito via Sigalei e com informações de entidades de classe, consultorias especializadas e com presença física nos eventos públicos.

Antes de contar com a plataforma de monitoramento legislativo do Sigalei, como era feito esse acompanhamento?

Basicamente, era necessário o acesso aos sistemas das casas legislativas. Há ferramentas de rastreio em várias delas, mas nem todas funcionam de forma tão eficiente. Era preciso perder muito tempo com o monitoramento, porque não havia tanta confiabilidade. As informações estavam lá, porque, afinal, são públicas. Mas nem sempre era tão rápido chegar a elas.

Em linhas gerais, quais são os princípios que pautam a interlocução da Copersucar junto aos decisores, tanto no Congresso quanto no Executivo?

Ética, veracidade e acuidade. Sempre dizemos a verdade. Quando não sabemos direito, buscamos entender melhor. A informação é a base daquilo que fazemos. Não distorcemos fatos ou subvertemos a lógica. Por outro lado, não fazemos nada com interesse apenas individual. Defendemos agendas que são combinadas com os setores que atuamos.


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