Advocacy e tecnologia: uma relação que pode dar certo

O objetivo deste artigo é mostrar que a prática do advocacy pode ser importante para fazer com que as demandas de grupos sejam contempladas. E mais, que com o auxilio da tecnologia esta prática pode se tornar mais eficaz e assertiva.

É fato que existe uma parcela da população não se interessa por política, seja por descrença ou falta de tempo. Porém, como já é bastante conhecido, a política é, também, a arte de ocupar os espaços. Estes espaços são oportunidades de se fazer ouvir e conseguir colocar as demandas na agenda do governo. Eles são ocupados por grupos que conseguem interpretar o cenário e atuar segundo a sensibilidade do momento político. A questão é que uma melhor organização das necessidades as torna mais estruturadas e diminui o esforço individual para supera-la.

Uma das maneiras de agir para contemplar as demandas e que envolve o terceiro setor é conhecida como advocacy. Partimos do pressuposto que este conceito deve ser entendido como ações que buscam a transformação, a melhoria e/ou a criação de políticas públicas visando uma necessidade específica. Estas ações devem ser certeiras, através de mensagens efetivas, visando interferir na agenda e distribuição de recursos (seja ele financeiro ou não). Para tanto é necessário sensibilizar a opinião pública mostrando as necessidades, mas não simplesmente isso. Faz-se necessário outras etapas tais como, por exemplo: definir as metas e público alvo, levantar informações políticas diversas, envolver grupos e pessoas, formar parcerias, criar argumentos coerentes e monitorar as estratégias de ação.

Entendemos que, por conta do número de etapas envolvidas neste processo, cada vez mais a tecnologia passa a ter um papel fundamental. O motivo é o volume de informações produzidas atrelado à quantidade de variáveis que devem ser consideradas em um processo de advocacy eficiente. Tendo este cenário, a utilização de soluções tecnológicas pode se tornar um grande auxilio para os profissionais envolvidos, bem como fornecer um suporte estratégico na tomada de decisões.

A atual conformação da arena política torna mandatório uma postura atuante, isto é, que não seja apenas o ato de se indignar (que é uma condição necessária, mas não suficiente). É preciso pensar estrategicamente na formulação e proposição de projetos políticos. Tornar a democracia mais representativa passa por exercitar o diálogo, negociar e agir. A tecnologia vem como um instrumento para facilitar o acesso e também as práticas necessárias para realizar estas ações. As cartas estão na mesa sendo necessário que os grupos se organizem e busquem colocar suas demandas junto ao governo, sendo que quanto mais organizado e focada suas ações maior a possibilidade de sucesso.


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