O passo a passo da Gestão de Risco Político Regulatório

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Antes de os terraplanistas ganharem os holofotes, um premiado jornalista escreveu um livro que vai diametralmente contra o que uma leitura rasteira do título possa sugerir. “O mundo é plano” é uma obra que debate os meandros e os impactos do processo de construção das fronteiras porosas que caracterizam a globalização, obtida a partir dos avanços tecnológicos.

Escrito por Thomas Friedman, em 2005, o livro analisa o nivelamento das economia e dos mercados em diferentes continentes. A velocidade das operações transformou o modo de fazer negócio e abriu novas perspectivas, aumentando as oportunidades e consequentemente os riscos.

Em uma interpretação livre, é possível também levar essa raciocínio para a Gestão de Risco Político Regulatório. Em um mundo onde a informação circula à velocidade da luz, e sob intenso escrutínio público, as empresas e associações precisam considerar todos os cenários e seus impactos, sob pena de ocorrerem perdas em termos de imagem, de mercado e de valor.

Um exemplo notório, que alcançou status de case acadêmico, é o impacto que ocorreu com o SeaWorld. Um documentário de US$ 76 mil produzido por uma diretora de cinema que havia lido uma notícia sobre a morte de um treinador de orcas em San Diego, nos Estados Unidos, levou a público como o treinamento feria tanto os animais quanto os treinadores. A pressão do público, a perda dos patrocinadores, as investigações das agências reguladoras estrangularam o parque e as ações despencaram. Seria possível evitar um caso como esse?

Evidentemente, não é possível evitar a leitura de uma notícia no jornal ou mesmo que pessoas tenham opiniões diversas sobre o negócio. Mas, com certeza, é possível construir estratégias para tentar evitar o acontecimento que gerou a notícia,mitigar o seu impacto ou até mesmo construir uma oportunidade de mostrar outros pontos de vista. Para isso, é preciso planejamento e a construção de um fluxo de trabalho que permita a correta Gestão de Risco Político Regulatório. Saiba como deve ser este fluxo.

Monitorar

O primeiro passo dessa estratégia é uma tarefa aparentemente simples, mas que, se não for feita a partir de um processo estruturado, pode afogar os players em um mar de informação: Monitorar. São necessárias as seguintes perguntas, que podem se desdobrar em outras.

- O que monitorar?

- Qual risco já existe para o meu setor?

- O que pode me impactar?

A resposta para esses questionamentos envolvem um processo de mineração de dados que permite reuni-los de uma maneira que faça sentido. Saber quem irá monitorar é ponto crucial. É preciso contar com o capital humano da empresa, porque é ela quem sabe o domínio dos assuntos. Mas em que medida? Trazer uma empresa especializada em promover esse monitoramento para dentro da operação representa um ganho de oportunidade que irá economizar tempo e recursos humanos preciosos que podem ser empregados em outras fases deste processo.

Analisar

Uma vez obtidos os dados e as informações relevantes, chega o momento de inter-relacionar e extrair insights a partir desse grande volume. Ou seja, de nada adianta monitorar se não é possível tornar estes dados em informações acionáveis. Assim como em Monitorar, as perguntas se desdobram em outras.

- O que analisar?

- Como organizar as informações para fazer Gestão de Risco Político-Regulatório?

- Qual a situação dos temas relevantes para minha organização?

Em relação ao primeiro questionamento, é preciso trazer esse fluxo de trabalho para a realidade da empresa ou associação. Não é fácil incorporar essa rotina nem construir filtros para interligar a fase do monitoramento com a de análise. Nesse momento, descobrir como analisar tudo isso envolve a divisão, por exemplo, em temas para que sejam extraídos insights mais refinados que possam ser transformados em ações, no futuro.

Nesse caso, a análise pode extrapolar o ambiente da empresa e o das funcionalidades da solução tecnológica escolhida. Uma opção é contar com o apoio de especialistas que dominam o assunto a ser analisado, para que ele possa contribuir com a correta leitura dos cenários.

Compartilhar

Dados e informações que ficam na gaveta são tão úteis quanto uma bicicleta para um peixe. O monitoramento e as análises foram feitos, mas tudo ficou represado e não se tornou substrato para a tomada de decisões? Então, tempo e dinheiro foram para o lixo. O escopo do compartilhamento envolve os seguintes questionamentos.

- O que compartilhar?

- Quais informações minha instituição gerou?

- Como eu comunico o que está sendo feito para a Gestão de Risco Político-Regulatório?

A comunicação apropriada e tempestiva é objetivo principal desta etapa. Relatórios exportáveis dos temas com dados padronizados e metrificados dentro do escopo determinado pela instituição, com margem para eventuais ajustes conforme as nuances da estratégia a ser adotada, são fundamentais. O compartilhamento dessas informações pode ser feito pelo profissional responsável, com o apoio das funcionalidades da solução tecnológica apropriada e do especialista que irá amparar a leitura dos cenários.

Medir

Só é valorizado o que puder ser valorável. Mais do que um jogo de fonemas, esse é um conceito que contribui para diminuir subjetivismos e opiniões embasadas apenas por critérios pessoais, catalisadores para decisões apressadas e sem fundamento. O processo de metrificação envolve também as perguntas abaixo.

- O que medir?

- A Gestão de Risco Político-Regulatório está sendo efetiva?

- Quanto e como esse risco impacta a minha empresa?

Assim como em Compartilhar, o processo de Medir também envolve aspectos relacionados a uma comunicação clara, alinhando e unindo todas as etapas. Esta etapa é essencial tanto para justificar investimentos, quanto para corrigir estratégias que se mostraram pouco eficazes. Gráficos entregues a partir do scoring calibrado conforme os parâmetros atribuídos pelo tripé empresa-plataforma-especialista vão auxiliar nesse processo de mensuração.

Atuar

Todo esse processo desemboca no aspecto mais relevante para a Gestão de Risco Político Regulatório: a ação. Com os dados e as informações monitorados, analisados, compartilhados e medidos, chega o momento em que as decisões serão tomadas com o foco na prevenção e/ou mitigação dos riscos, assim como o aproveitamento das possíveis oportunidades. Nesse escopo, a pergunta principal é:

- Quem irá atuar e como será essa atuação?

Essa definição envolve uma decisão estratégica da empresa. Evidentemente, ainda há variáveis a serem consideradas, mas, seguindo o fluxo descrito neste artigo, muitas delas já foram desanuviadas pelo caminho.

A partir deste passo a passo, a Gestão de Risco Político Regulatório deixa de ser uma abstração ou um processo impulsivo e reativo, para se transformar em uma estratégia eficiente para blindar a sua organização perante inúmeras variáveis fora do seu controle.

Cabe, por fim, mencionar ao leitor que este processo de Gestão se retroalimenta, isto é, as ações, possivelmente, vão gerar uma resposta dos tomadores de decisão que podem se materializar em novas proposições e atos ou na criação de agenda via mídia/redes sociais. Esse movimento torna a aplicação deste framework importante, visto que causa na Gestão do Risco Político Regulatório um ciclo virtuoso.

Vamos conversar sobre estas estratégias e levar este passo a passo para sua empresa ou associação? Para isso, CLIQUE AQUI e prepare a sua instituição para esta nova realidade. Até a próxima!


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