O que é Due Diligence e o seu impacto para a Gestão de Risco

Há um provérbio chinês que diz: “me machuque com a pior verdade, mas não me iluda com a melhor mentira”. A frase é comumente empregada em manuais de autoajuda, mas se encaixa perfeitamente no universo empresarial, especialmente se for analisada sob a égide da Due Diligence, ou “diligência prévia” na tradução literal.

Due Diligence não é um termo novo – popularizou-se com o US Securities Act, decreto baixado pelo governo dos Estados Unidos em 1933, fruto do trauma causado pelo crack da Bolsa de Nova York em 1929, e surgiu justamente para que empresas evitassem surpresas desagradáveis em seus negócios.

O processo de Due Diligence, no entanto, ganhou um novo significado nos últimos anos com o aumento de fusões e aquisições entre empresas. Neste artigo, vamos mostrar o que é Due Diligence, suas aplicações, como ela funciona e por que ela é vital para a Gestão de Risco da sua empresa ou associação.

O que é Due Diligence?

Due Diligence é geralmente comparada a auditorias. Mas é bem mais que isso é, também, uma auditoria, mas nem toda auditoria é uma Due Diligence.

Isso porque a Due Diligence engloba um espectro mais amplo de análise dos procedimentos de uma empresa. Enquanto auditorias se limitam a avaliar as demonstrações contábeis, e identificar se estão de acordo com o patrimônio e crescimento do grupo, a Due Diligence vai muito além: analisa as finanças, processos de compliance, identifica perspectivas de crescimento e até a imagem da companhia perante o mercado.

O estudo pode ainda abarcar a aspectos previdenciários, jurídicos, tecnológicos, imobiliários e éticos; além de identificar, ainda, se determinado profissional está de fato capacitado para a função que exerce.

Em uma analogia simplista, a diligência prévia é como levar sua empresa para fazer um check-up médico: os resultados podem ser desagradáveis, mas a consulta vai mostrar os caminhos para a resolução dos problemas e, no fim, sua empresa ficará mais saudável.

Para que fazer uma Due Diligence?

Além de traçar um raio-X de empresas para nortear processos de fusão e aquisições, nos últimos anos o uso da Due Diligence preventiva tem ganhado espaço entre companhias de grande, médio e até de pequeno porte.

O resultado óbvio é diagnosticar eventuais falhas, desalinhamentos legais e até fraudes.

Aos empreendedores e gestores que ainda não se convenceram da importância da diligência prévia, também dá para dizer que essa averiguação é um passo a mais para credenciar empresas a receber aportes de investidores-anjo ou parcerias de gigantes do mercado, melhorando sua imagem e tornando-a mais confiável.

Como funciona uma diligência prévia?

O objetivo final de qualquer processo de Due Diligence é oferecer aos gestores um entendimento amplo sobre riscos e oportunidades diante da análise histórica da empresa, vista sob múltiplas perspectivas.

Sempre caberá aos profissionais envolvidos e à empresa-alvo da investigação, definir as prioridades do estudo. Mas, de forma geral, um bom processo de diligência prévia precisa:

- Averiguar, de preferência em um microscópio, as operações contábeis e financeiras da empresa;

- Verificar pendências judiciais e o andamento delas;

- Identificar os líderes e analisar relatórios de desempenho;

- Avaliar a posição da empresa no mercado, seus canais de comunicação e sua reputação;

- Analisar riscos e oportunidades de investimento.

Os processos podem ser aplicados à empresa como um todo, a uma filial ou um único departamento que esteja apresentando problemas ou que necessite de uma ação preventiva.

Quem faz a Due Diligence?

A análise é realizada por consultorias especializadas. A escolha dos profissionais envolvidos depende dos objetivos do contratante. Por exemplo, advogados, contabilistas, analistas de marketing ou engenheiros, que podem trabalhar individualmente ou em grupo.

O serviço também é, geralmente, oferecido por escritórios de contabilidade que, de acordo com a necessidade, podem acionar profissionais terceirizados de outras áreas.

A realização da Due Diligence pela própria equipe da empresa não é indicada. Seria como pedir para uma raposa auditar um galinheiro – os resultados podem ser direcionados e não expressariam a realidade. A tal “melhor mentira” usada para iludir lá do começo do texto. Além disso, a “autodiligência” não possui validade frente ao mercado.

Gestão de Risco

Você que chegou até aqui já percebeu que o processo de Due Diligence vai ao encontro das melhores práticas de Gestão de Risco Político e Regulatório, estratégia fundamental para a sobrevivência das empresas e associações em ambientes cada vez mais voláteis e interligados.

As principais etapas da Gestão de Risco Político e Regulatório (Monitorar, Analisar, Compartilhar, Medir e Atuar) só serão azeitadas e só vão gerar resultados efetivos se houver, conforme já definimos, um entendimento amplo sobre riscos e oportunidades diante da análise histórica da empresa, vista sob múltiplas perspectivas. Ou seja, Due Diligence.

Mesmo que a identificação de problemas e falhas em processos seja mínimo, é certo afirmar que a Due Diligence bem feita vai sempre melhorar o desempenho da empresa. E, a longo prazo, as mudanças, mesmo que pequenas, vão gerar um grande impacto.

Cabe aos gestores avaliarem o melhor momento de contratar a diligência, elencar as prioridades do estudo e, posteriormente, beneficiar-se de seus resultados.

A mitigação de riscos e a identificação de oportunidades são consequências do ciclo bem feito da Gestão de Risco Político Regulatório, estratégia na qual a Due Diligence contribui para encorpar. Para você saber mais sobre o Sigalei, pode auxiliar a sua empresa neste processo de Gestão de Risco, CLIQUE AQUI e saiba mais. Até a próxima!


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