“O tempo é nosso ativo mais caro”
Timing, formato e conteúdo: como a ÉTICA Inteligência Política construiu, com a Sigalei, uma operação de relações governamentais em sete anos.
O que este case mostra
Uma consultoria de relações governamentais de médio porte, com clientes de setores muito distintos, construiu ao longo de sete anos uma operação semanal em que timing, formato e conteúdo, o tripé que a Ética defende internamente, cabem no mesmo dia.
Este case mostra como a Sigalei entrou nessa operação em 2018, como o método da Ética moldou o produto ao longo do tempo, como isso contribuiu para o time técnico e o que passou a ser possível na relação com o cliente final.
Uma consultoria política que atende de streamings à aviação
A ÉTICA Inteligência Política é uma consultoria de relações institucionais e governamentais com sede em Brasília. Com equipe formada por 15 profissionais, atende clientes que vão da aviação a ONGs, passando por energia, direito, associações e conselhos federais. Foco em médio e grande porte.
O trabalho da Ética é o meio de campo entre os clientes e os tomadores de decisão política.
A operação envolve mapear stakeholders, identificar quem defende ou é contrário à pauta de cada cliente, estruturar contatos, criar estratégias e oportunidades para a defesa dos interesses e, para que isso aconteça, na base de tudo, monitorar de forma minuciosa o que se passa no Legislativo e Executivo federal.
Como a Amanda Rhodes, gerente administrativa da consultoria, resume:
“Estamos no mercado para defender os interesses dos nossos clientes perante os tomadores de decisão política. Atuamos como elo estratégico entre o setor privado e o poder público, levando as pautas dos clientes ao Congresso Nacional e ao Executivo e traduzindo o ambiente político e legislativo em informação, orientação e oportunidades para suas organizações.”

O volume dá a dimensão da operação. Alguns clientes têm mais de três mil proposições monitoradas. Em média, cada cliente tem entre 1.500 e 2.000 proposições. Todos os quinze usuários da equipe operam na plataforma. “O administrativo é o que menos usa, mas mesmo assim usa”, brinca Amanda. “A nossa equipe usa muito o SIGA.”
Perguntada sobre o que a Sigalei ajudou a conquistar dentro da sua área de gestão, ela responde de forma direta:
“Tempo. Hoje, um dos recursos mais valiosos é o tempo, e ele está cada vez mais escasso para todos.”
Este case é sobre o que a Ética faz com esse tempo.
Como a semana começa
Amanda descreve a rotina como um mapa: a Ética começa a usar a Sigalei na segunda-feira e para de usar na sexta.
Na segunda pela manhã, a equipe abre a agenda legislativa da semana no Sigalei, contemplando Câmara e Senado. Tudo que entrou na agenda do Congresso aparece ali, tanto o que a Ética acompanha quanto o que não acompanha.
É uma decisão deliberada abrir a agenda inteira, e não só o filtro dos projetos que já estão marcados. “Como existe o risco de alguma informação passar despercebida, consultamos a agenda do SIGA para ter uma visão completa de tudo o que ingressou no Congresso”, explica Amanda.
A agenda é dividida por comissões. Cada consultor, trainee e estagiário assume um conjunto e faz a leitura da sua parte: deliberações, projetos em pauta, eventos, audiências públicas. Durante a leitura, marcam o que é de interesse para cada cliente.
Fechada essa etapa, a plataforma gera a agenda legislativa personalizada de cada cliente, já formatada com o timbrado, cores, fontes e logo da Ética. Cabe à equipe fazer os destaques da semana: o que sobe para o corpo do e-mail que vai para o cliente, para que ele “não precise abrir o documento e tenha que ler todo o documento”.
Na terça e na quarta a rotina se repete, porque o Congresso não solta tudo na segunda. Comissões e Plenários publicam as pautas ao longo da semana, e a Ética faz complementos de agenda para não deixar nada passar.
Em paralelo, ao longo dos dias, chegam os pushes: os andamentos dos projetos que a Ética acompanha para os clientes, como designação de relator, apresentação de parecer, inclusão ou retirada de pauta etc.
Chegam num grupo de WhatsApp, atualizados de quinze em quinze minutos. Os trainees fazem a leitura, separam o que é de fato relevante, e encaminham para o grupo geral da consultoria, onde os consultores dão o tratamento editorial, acrescentam próximos passos e informações de bastidores antes de mandar para o cliente final.
Sexta-feira fecha a semana com o resumo legislativo: o que aconteceu, o que avançou, o que ficou pendente.
Wislas Sousa, coordenador de equipe e consultor da Ética, resume o ganho operacional dessa rotina de forma pragmática, comparando com o que ele mesmo já viveu como estagiário:
“Eu gastava um turno inteiro - uma manhã até o início da tarde - para fazer essa formatação das informações, quando eram muitos clientes e a equipe era reduzida. Com a pré-formatação, o tempo foi reduzido para cerca de uma hora, permitindo que a equipe faça apenas a revisão e foque no conteúdo.”

O tripé: timing, formato e conteúdo
O que dá espinha filosófica ao trabalho da Ética é um tripé que Amanda descreve como algo que a consultoria defende para todos os colaboradores:
“Nosso trabalho se apoia em três pilares: timing, formato e conteúdo. Em alguns momentos, precisamos reunir os três, em outros, a prioridade estará em apenas um ou dois deles. Quando o timing é determinante, o WhatsApp se torna uma ferramenta essencial para garantir agilidade na comunicação.”

A escolha do WhatsApp como canal principal para os pushes diários é estratégica. Amanda explica, pensando no cliente final: “O executivo, o dono da empresa, está ali no uber, ou em uma ponte aérea, e ele consegue abrir rápido o telefone e fazer a leitura.”
Do outro lado da relação, Wislas explica, pensando no consultor em campo:
“De terça a quinta, os consultores passam o dia correndo pelo Congresso, em reuniões e acompanhando audiências. Como eles fazem tudo pelo celular, receber a informação e resolver direto pelo WhatsApp é bem mais prático do que ter que abrir a plataforma pelo celular e organizar as informações do zero.”

O que mudou concretamente
A economia mais concreta que Amanda percebe é a de tempo. Um documento como a agenda legislativa, feito à mão em versões anteriores da operação, tomava cerca de cinco horas: coletar informações de vários portais, montar planilhas, formatar cada mensagem para cada cliente. Hoje, o mesmo trabalho leva por volta de meia hora, considerando o tempo de análise crítica em cima do que a plataforma já entrega pré-formatado.
Outro salto veio no ritmo dos pushes. Antes, a Ética conseguia entregar aos clientes um push por dia. Hoje, entrega dois: um pela manhã, outro no fim da tarde. Não porque a equipe cresceu, mas porque o Sigalei permite que a curadoria caiba nas duas janelas.
Um ganho menos visível, mas talvez o mais estruturante, é a eliminação de uma categoria inteira de erro: erros de número de projeto, de ementa e de projetos trocados entre clientes, típicos de operação manual em volume alto, deixaram de acontecer.
“Como o SIGA coleta as informações diretamente dos sites oficiais das Casas Legislativas, a possibilidade de erro fica restrita à própria fonte. Além disso, a automação reduziu falhas operacionais que antes podiam ocorrer diante do grande volume de dados, como a inclusão de um projeto na agenda de um cliente incorreto. Isso não acontece mais.”

Quando um erro aparece, ele é rastreável: “só se houve algum erro no preenchimento da informação na fonte oficial, aí é uma falha humana, e não um erro da ferramenta.”
Wislas confirma o ganho olhando pela ótica do gestor de time. A cobrança sobre a equipe fica menos operacional e mais qualitativa. “A gente consegue checar de forma centralizada na plataforma se as informações que eles mandam estão corretas e são confiáveis. Isso ajuda muito no monitoramento e na verificação das mensagens.”
A operação também ficou menos frágil frente à rotatividade típica da consultoria de relações governamentais, tema que Wislas também abordou: “Nosso mercado tem uma rotatividade muito grande, não só de estagiários como de trainees e às vezes até de consultores.”
Com o histórico dos clientes centralizado na plataforma, a saída de uma pessoa não implica na perda do conhecimento. Amanda explica: “Esse histórico é nosso. Tá ali no SIGA. O consultor tem a conta dele, caso ele saia, podemos bloquear e cancelar a conta e ele não terá mais acesso. Esse histórico continua com a gente.”
Para o consultor que chega, o próprio histórico vira material de treinamento. “Com o SIGA, conseguimos orientar o consultor a acessar determinado cliente e visualizar, de forma organizada, todas as proposições monitoradas. Isso permite que parte relevante do treinamento e da familiarização com a carteira seja feita diretamente pela plataforma.”
O que o tempo libera
O ganho de tempo, dito assim, poderia soar como economia. Amanda descreve como redistribuição: o time deixa de gastar horas em formatação e coleta e passa a gastar horas em análise.
“Minha equipe é formada por profissionais altamente técnicos e qualificados. Com o SIGA, conseguimos concentrar informações e processos em uma única ferramenta, permitindo que essas pessoas dediquem seu conhecimento a atividades mais estratégicas e que geram mais resultado, em vez de perder tempo com tarefas manuais.”

Amanda diz: “Consigo reunir e organizar todas essas informações de forma clara para o cliente, demonstrando a dimensão do trabalho realizado. Do ponto de vista gerencial, isso nos permite apresentar resultados quantitativos e evidenciar, com mais objetividade, o valor da nossa atuação.”
A gestão em si também muda. Amanda descreve como divide e acompanha as atividades semanais pela plataforma: quem leu quais comissões, se entraram novas proposições entre segunda e terça, se as agendas foram geradas e enviadas dentro do prazo.
“Também utilizamos uma planilha de controle que registra as comissões já analisadas e o número de proposições identificadas em cada uma. Assim, se em um dia havia 30 proposições e, no seguinte, aparecem 43, o SIGA permite identificar rapidamente as novas inclusões, sem a necessidade de refazer toda a leitura.”

Há um deslocamento ainda mais fino, passar do apagar incêndio para o antecipatório. Amanda confirma. Com a agenda da semana visível já na segunda, o consultor consegue mapear proposições de alto interesse que entraram para deliberação, avaliar o impacto para cada cliente, e definir plano de ação.
“Com as informações coletadas pelo SIGA no início da semana, conseguimos avisar rapidamente o cliente sobre a inclusão de uma proposição de alto impacto em pauta e estruturar a estratégia de atuação. A partir disso, avaliamos as medidas mais adequadas, como dialogar com o relator, buscar a retirada de pauta ou trabalhar pela rejeição da matéria.”

Menos estresse, mais análise, mais estratégia. A pergunta direta do time Sigalei, “E quanto ao stress? Como a Sigalei te ajuda nisso?”, teve a resposta objetiva: “Com certeza, a equipe trabalha com mais tranquilidade e menos estresse, porque passa a ter mais tempo para executar as atividades com qualidade.”
O cliente final também sente
Um sinal importante da qualidade dessa operação vem de fora da Ética: do cliente final. A consultoria fez recentemente uma pesquisa de clima com sua base, e Amanda relata o que ouviu:
“Alguns clientes destacaram que dois produtos elaborados com o apoio do SIGA são especialmente úteis no dia a dia: a Agenda Legislativa, que organiza as prioridades no início da semana, e o Resumo Legislativo, que consolida os principais acontecimentos ao final dela.”

A Agenda vira, na descrição de Amanda, o documento em que o assessor parlamentar do cliente se baseia a semana inteira. É o que ele usa para falar com os diretores, apresentar o que está acontecendo, alinhar as atividades da equipe. “Os clientes mais antigos evoluíram com a gente. Quem está conosco desde 2018 viu todas as evoluções, tanto dos nossos produtos quanto das nossas entregas.”
Do lado prospectivo, ter Sigalei como parte da operação também é ativo comercial. Quando a Ética prospecta um novo cliente, apresenta a plataforma como parte da entrega. “Gera uma segurança para o cliente, porque ele sabe que temos uma ferramenta que ajuda a coletar, organizar e entregar todas essas informações.”
Feita por uma consultoria, para consultorias
O que talvez mais diferencia este caso de qualquer outra história de adoção de tecnologia é que a Ética não foi um cliente que se adaptou a uma ferramenta. Foi um cliente que ajudou a moldá-la, porque foi um dos primeiros clientes da Sigalei, e cresceu junto.
Amanda articula isso com clareza:
“Como fomos um dos primeiros clientes do SIGA, acabamos evoluindo junto com a ferramenta. Sempre que surgia uma nova necessidade, a gente compartilhava com a equipe, e eles buscavam uma solução. Gostamos muito dessa abertura para ouvir e seguimos com o SIGA até hoje justamente por isso.”
Wislas, que já usou Sigalei em outras empresas antes de entrar na Ética e também usou outras plataformas de monitoramento do mercado, oferece um contraponto que ajuda a dimensionar o efeito dessa cocriação:
“As outras plataformas que usei eram basicamente bases de consulta. Elas até mandavam alguns alertas por e-mail, mas virava tudo spam porque não eram personalizados para a nossa rotina. No fim, a gente só clicava para marcar como lido e ninguém tomava atitude nenhuma.”

Sigalei, no caso da Ética, opera dentro da rotina, não ao lado dela. Amanda transforma essa observação numa recomendação franca para pares do setor:
“Quando eu indico o SIGA, sempre digo que a ferramenta cresceu junto com a gente. Como ela foi desenvolvida por quem conhece a rotina de uma consultoria, apresenta as informações de forma mais clara e prática. Quando outra consultoria me pergunta se vale a pena contratar, eu digo que sim, inclusive porque tivemos a oportunidade de contribuir com o aprimoramento da plataforma.”
A jornada continua
Na Ética, duas fronteiras seguem em construção.
A primeira é o acompanhamento do Poder Executivo, sobretudo a leitura de Diários Oficiais da União e Subnacionais. O que a Ética precisa é de uma camada de inteligência, que vem sendo refinada pela Sigalei, que entenda contexto de setor e prioridades. Hoje, a Ética ainda faz esse trabalho manualmente.
A segunda é a exploração dos agentes de inteligência artificial que a Sigalei vem implantando na base. Amanda comenta: “Ainda estamos aprendendo a usar essa parte de IA do SIGA. É algo novo.” Alguns agentes já operam de forma quase invisível na rotina: a geração automatizada da agenda e de resumo da semana com o timbrado, cores da Ética e dos clientes é um deles.
Outros ainda estão sendo apresentados, como o SigaBot, ferramenta capaz de ler as próprias conversas com o time no WhatsApp e organizá-las na plataforma.
Nota metodológica. Este case foi construído a partir de entrevistas em profundidade com Amanda Rhodes (gerente administrativa da ÉTICA Inteligência Política) e Wislas Sousa (coordenador de equipe e consultor), realizadas em 2026 pela Conversion Lab, com participação de Graciele Santos e Frederico Oliveira, da Sigalei, na etapa de contextualização inicial. Métricas e falas foram validadas com ambas as empresas antes da publicação.
O mais caro é tempo. A gente devolve o seu.
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